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14 de jun. de 2008

Corinthians: o mais odiado!

Por Rogério Micheletti

O meu foco verdadeiro hoje é o torcedor. Eu me lembro que nos anos 80, assim que comecei a gostar de futebol, era comum corintianos, são-paulinos e palmeirenses torcendo para o Santos, por exemplo, em uma final de campeonato. Aliás, eu testemunhei isso naquela decisão de Brasileirão de 1983. Muitos rivais “vestiram” a camisa do Peixe para torcer contra o poderoso Fla, de Zico. Entendi mais tarde que os torcedores paulistas e paulistanos torciam contra o Flamengo pelas seguintes razões: a rivalidade, no bom sentido, com o Rio, e a força do time rubro-negro e de sua torcida, uma união quase imbatível.

O Corinthians hoje me lembra um pouco aquele invejado Flamengo dos anos 80. Mas o mais estranho é que o alvinegro não tem craques excepcionais como Zico, Adílio, Andrade, Júnior, Nunes, Leandro, Mozer e companhia. Muito pelo contrário. O time atual do Corinthians não é nem 5% daquele timaço da Gávea. E, mesmo assim, o Corinthians é tão ou mais odiado do que aquele Fla. Nos últimos anos, são-paulinos, palmeirenses e santistas (e têm até botafoguenses, colorados, gremistas…) vão ao delírio a cada gol marcado por qualquer adversário corintiano. E essa euforia não diminuiu nem com a queda do rival para a Segundona do Brasileirão de 2007 (dor muito semelhante à sentida pelos palmeirenses, no Brasileiro de 2002, e pelos são-paulinos, no Paulistão de 1990). Soltar fogos e morteiros, fazer algazarras sem limites, gritar como se fosse uma conquista de Copa de Mundo, enfim, qualquer vibração exagerada parece ter um gostinho especial quando ela é feita para “alfinetar” corintianos.

A verdade é que atualmente o alvinegro do Parque _não sei se por sua torcida ou por sua grandeza, ou pelos dois motivos_ é o time mais detestado do país, mesmo estando na Série B. Para tricolores e alviverdes paulistas, principalmente, o prazer é ilimitado quando o fracasso corintiano se confirma. Tenho certeza de que os gols de Carlinhos Bala e Luciano Henrique (ou contra de Felipe?) foram tão comemorados por são-paulinos como o de Mineiro na final contra o Liverpool. Torcer contra o Corinthians é mais prazeroso do que torcer para o próprio time, tenho essa impressão. E eu não consigo encontrar uma explicação para isso. Seria ódio mesmo? Ou paixão enrustida pelo “inimigo”? Só Freud explica. Ah, e mesmo sem ser flamenguista, admito: eu tinha uma paixão enrustida pelo Fla do começo da década de 80. Como não ter?


27 de mai. de 2008

Futebol faz chorar?

Segundo pesquisa realizada na Europa...

Na hora de soltar a emoção, 66% admitiram chorar habitualmente nas vitórias ou derrotas de seus times ou atletas favoritos.

Os portugueses são os mais "chorões" do ranking. Oito de cada dez confessaram que já choraram muito ou bastante por culpa do futebol. Os portugueses são seguidos na lista de "chorões" por belgas, alemães e britânicos.

Para liberar a emoção do esporte o melhor remédio é berrar. Essa foi a opção mais votada pelos entrevistados: 95% responderam que gritam muito quando assistem a alguma competição e se sentem aliviados por essa atitude.

Quanto às crendices, 40% disseram que repetem os mesmos rituais nos dias de finais ou eliminatórias. Os espanhóis são os que mais acreditam na influência da sorte e do azar - 69% afirmaram que são influenciados pela superstição no esporte.

As competições, especialmente o futebol, estão tão presentes no inconsciente dos torcedores europeus que, segundo a pesquisa, seis de cada dez chegam a sonhar com a vitória de seus times.

E você, torcedor brasileiro internauta do Arquibancada Virtual, já chorou por futebol alguma vez?